Esse texto eu batizei de "Até breve, Barrichello". Escrevi sobre Rubens Barrichello, com outro ponto de vista.
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Sempre admirei e torci por Rubens Barrichello, disso todo mundo já sabe, e se não sabiam, agora estão informados dessa notícia maravilhosa que vai mudar a vida de todos.
O mais engraçado que Rubens sempre foi um piloto rápido e constante. Até ouso a dizer que na Stwart e na Jordan ele era mais aguerrido que na própria Ferrari. Por falar em Ferrari, não é qualquer piloto que chega nessa equipe. Correr ao lado de Michael Schumacher durante tanto tempo é de se admirar.
E falando de “Pré-Ferrari”, aquele “X” em 99, na França, em cima de seu futuro companheiro de equipe, Michael Schumacher, debaixo da chuva, foi lindo. Já na equipe vermelha, aquela dupla ultrapassagem nos irmãos de Kerpen foi linda. Aquela corrida fantástica na Alemanha em 2000 foi linda. Em 2002 no vareio Ferrarista, Rubens foi vice-campeão com propriedade. Um ano depois, lá estava Silverstone para ver uma corrida fantástica, onde Rubens estava escolhendo por onde ultrapassar.
Dois vice campeonatos, várias vitórias, corridas magníficas, poles, podiuns, um dos pilotos com maior pontuação na fórmula 1, Rubens conquistou muita coisa. Não vou aqui expor suas disgraças, azares, infelicidades porque poderia ofuscar meus elogios, o que muitas vezes acontece. Deixe eu me lembrar das coisas boas que ele fez. Deixe-me viver as emoções que ele me proporcionou nesses últimos tantos anos.
Ser fã de Barrichello não é fácil. Sua postura não agrada a todos e muitas vezes nem a mim, mas não vou pintá-lo com tintas definitivas e executa-lo em uma coluna elogiosa. Já o critiquei algumas vezes. Critiquei sua postura apática no primeiro ano da Honda. Já critiquei seu excesso de sonho, suas eternas desculpas e seu chororô quase habitual.
Mas seria injustiça eu permanecer metralhando sua carreira, como se fosse recheada apenas de fracassos, sem sorrisos e glórias. Eu queria muito conhecer Rubens e conversar com ele durante um dia e sei lá, bater um papo, tentar descobrir alguma coisa que a gente não sabe, conhecer como era a Ferrari, quem é Michael, como é Eduardinho, sua família, quem é Rubens.
Nós, torcedores, sempre acreditamos no “algo a mais” do piloto de nossa preferência, sempre acreditamos em uma vitória, uma pole ou uma corrida fantástica. A Honda não está ajudando, é verdade, mas Rubens merece um final de carreira mais bonito, quem sabe um quinto lugar, quem sabe uma ultrapassagem antológica sobre uma Mc laren, ou até numa grande sorte, um podium, mesmo com esse carro.
Podem me chamar de torcedor, de exagerado ou parcial, não há problema algum, não me importo, só lamento que Rubens tenha que se arrastar em cada volta, para simplesmente alcançar o término da corrida, mesmo em último. Para quem já venceu de ponta a ponta, isso não deve ser fácil, para quem já ultrapassou de uma só vez, Ralf e Michael, ser ultrapassado por uma Spyker, não deve ser fácil, para quem já foi vice campeão do mundo por duas oportunidades, ter nenhum ponto, não deve ser fácil. Rubens só merecia um final de carreira mais digno, um carro mais competitivo e o resto ele faria bem. Com uma Stwart e Jordan sem dinheiro, Rubens muitas vezes tirou leite de pedra, muitas vezes fez exatamente aquilo que eu como torcedor, ainda espero dele, algo mais. Rubens não é um derrotado, mesmo se postando como um, em alguns momentos de sua longa carreira, Rubens é aquele piloto do X, de Silverstone, do show de Interlagos, de Suzuka, da Alemanha.
Que o velho Rubens volte, que ele ainda me traga alguma emoção antes de abandonar as pistas. Não exijo vitórias, nem mil e uma ultrapassagens, só exijo uma despedida à altura. Uma corrida de despedida seria fantástica. Rubens largando em décimo em trololó, ultrapassando seis carros na largada, vendo 3 abandonos logo na primeira volta, passando em sétimo, começa a chover, para daqui, ele fica mais um pouco, volta o sol, Rubens já é terceiro, Button se desespera em décimo quarto e vê o Brasileiro ultrapassar Kimi e Alonso no S do Senna. A torcida vai a loucura, Galvão berra, chora e grita, eu berro, choro e grito, você berra, chora e grita e Barrichello vence o GP do Brasil.
É estranho saber que o piloto que você sempre acompanhou, vai parar. Creio que resta só mais um ano para o velho Barrichello. Acordar cedo e não ver mais no grid o piloto de sua preferência vai ser diferente. Sentirei saudades, aliás, não só eu. Seus admiradores ou não, também, de alguma forma vão sentir. Despedidas são assim, melancólicas, tristes. A certeza de que não se pode fazer mais nada é chata demais. Por enquanto vou me preparando, torcendo para que a Honda capriche no carro nesse resto de temporada e no do ano que vem.
Já era pra ter terminado essa coluna há tempos, há uns 2, 3 parágrafos aproximadamente, mas despedidas são assim, você sempre quer mais um pouco, o último gostinho antes do adeus.
Adeus Rubens, até a nossa conversa.
Escrito por Miquimba às 15h52
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Eu estava ouvindo Maria Bethânia e andei analisando o trecho da música "Brincar de Viver" que diz: "A arte de sorrir, cada vez que o mundo diz não."
Nesse último mês de março, eu perdi meu emprego quando apostei em um outro. Não deu certo no outro. Perdi os 2. Tive que vender um celular para pagar o valor mínimo do cartão de crédito. Deixei de sair com uma pessoa especial porque estava sem dinheiro. E além disso, minha alto estima estava lá, um pouco abaixo do calcanhar do pé direito.
Estava no "busão" rindo à toa, quando um amigo meu me liga e começamos a conversar. Desabafei minha situação e também sobre as coisas aqui em casa, que não estão nada fáceis. Ao fim da ligação, dei risada porque o São Paulo (Arggh!) havia levado de 4 (Acho até que foi proposital) e meu Corinthians, estava entre os 4 classificados no Paulistão. Ele indagou: Como você consegue ainda pensar em futebol, rir, sorrir...
Analisando friamente, realmente não tenho muitos motivos para tal. Ando triste, cansado, sem rumo. Mas, e daí? Se eu deixar de sorrir vai adiantar alguma coisa? Se eu perder minha alegria, será que eu a acharei depois? No google não conta.
Maria Bethânia tem razão quando canta que, é uma arte sorrir, toda vez que o mundo diz não.
É realmente dificil. A vida não é fácil pra ninguém. Porque seria pra mim? Meu mundo seria infinitamente mais triste sem meu sorriso. Tudo bem, é um sorriso metálico, fechado e tímido, mas é um sorriso.
Quantos piores do que eu? Quantos melhores que estão em depressão?
Enquanto o mês de março continua dificil, eu continuo sorrindo.
Porque eu sei que, em breve, as portas de trabalho irão se abrir, irei almoçar com a menina dos olhos e quem sabe meu Corinthians continuará bem.
Um beijo Bethânia.....você tem razão.
Escrito por Miquimba às 00h54
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Me lembro que em 1995, no jogo entre Vasco x Corinthians, no jogo de ida, pela Copa do Brasil, no Maracanã, eu estava impossibilitado de assistir esse jogo pois tinha um casamento de alguma tia minha que, além de seu casamento, queria muito minha presença. Na época, eu com aproximadamente 13, 14 anos, não tinha muita moral com meus pais (até hoje não tenho), mas na base da pirraça, não fui. Fiquei em casa, ainda pelo SBT, assistindo o jogo. Ganhamos de 1 x 0, com gol de Marcelinho, se não me engano.
Me lembro que, em 1996, mesmo após a melancólica derrota por 3 x 0 num Pacaembu lotado, contra o Grêmio, o Corinthians jogou contra o mesmo adversário em Porto Alegre, precisando de um milagre, já que o rival, tinha um baita time. Ganhamos de 1 x 0, mas fora isso, deixei de ir à despedida de duas tias minhas, que foram aos EUA. Apesar da não classificação, fiquei feliz ao ver meu time jogar, ao vê-lo ganhar.
Muito tem se falado sobre a não presença em peso da torcida do Corinthians nos estádios, mais especificamente, no Morumbi. A média de público realmente é boa. A melhor média em casa e fora de casa. A torcida do Corinthians sempre maioria nos clássicos, continue fiel, mas acredito que possa ser mais do que isso.
Contra o Juventus, mesmo com 2 vitórias seguidas e mesmo na reta final do torneio, aproxidamente 15 mil pessoas estiveram no Morumbi e depois, eu ainda li alguns comentários sobre a imensa dificuldade ao acesso do estádio. Eu nunca fui ao Morumbi, mas como essa reclamação é quase unânime, acredito realmente que não seja fácil. Mas, a questão não é essa, a questão é muito maior que isso.
Quando citei no início do texto, dois exemplos de "esforços" para assistir o jogo do Corinthians, não foi pra comparar as dificuldades, já que, ver pela TV é muito mais fácil do que no estádio.
Quando queremos ver algo, alguém ou alguma coisa, não pensamento com tanto afinco nas dificuldades. Quando o Corinthians foi jogar contra o Vasco, não pensei na tristeza da minha tia, pensei na minha alegria ao ver o Corinthians. Quando eu leio excesso de reclamação pelo acesso, fico um pouco chateado, pois conheço essa torcida e sei do que ela é capaz de fazer. Sei dos grandes exemplo de fidelidade e dedicação ao Corinthians. Sei que, mesmo com 2 vitórias seguidas, ela pode colocar mais de 15 mil, seja no Morumbi, Pacaembu, Mineirão, Olímpico ou qualquer lugar.
Quando o Corinthians joga, não é a distância que vai impedir algo. Quando o Corinthians joga, não é a dificuldade que vai fazer minha empolgação diminuir.
Fiel torcida. Esse é o momento de ceder um pouco mais. De gastar aquela grana, de pegar aquele "busão", de perder aquela balada. Pois, na maioria dos nossos afazeres, sempre precisamos de uma motivação extra. Pra trabalhar, precisamos de dinheiro. Pra namorar, precisamos de um mínimo de carinho pela pessoa. Para viajar, de tempo, para casar, precisamos de casa, de condições. Mas, após tantos anos acompanhando e amando esse time, digo com absoluta certeza: Motivação extra pra ver meu time em campo? Ah, o Corinthians não precisa.
Escrito por Miquimba às 16h38
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Texto que fiz pra TEG para entregarem aos jogadores. Eu ainda peguei leve....
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VITÓRIA, 16 DE MARÇO DE 2007.
DE: TORCIDA ESQUADRÃO GRENÁ
PARA: JOGADORES E COMISSÃO TÉCNICA DA DESPORTIVA.
A Desportiva sempre foi acostumada a vitórias. Mas, antes de vitórias, sempre fomos acostumados a jogar com raça, a pressionar o adversário, a não ter medo de nenhum time. Muitas vezes, a torcida Grená esperava apenas que os jogadores honrassem a camisa que vestiam, não necessariamente, vencendo os jogos, mas que ao menos, fossem pra cima, fazendo que os adversários que tivessem medo dela e não o oposto.
Nos últimos jogos, principalmente jogando no Engenheiro Araripe, a Desportiva parece acreditar demais na sorte, parece até acreditar que do outro lado não tem adversário. Como se o time, fosse fazer gols na hora que “desse na telha”. Se analisarmos o campeonato até agora, a Desportiva mesmo jogando bem em casa, não consegue vitórias convincentes. Vencer o CTE em casa era obrigação. Pra ganhar do Rio Bananal foi um sufoco. Empates desnecessários e uma derrota apática contra nosso maior rival. Ter goleado do Vilavelhense foi bom, mas não apaga os pontos perdidos anteriormente.
E pra encerrar, nesse último sábado, mesmo com o estádio recebendo um bom público pra nossa realidade e a Esquadrão Grená apoiando até o último minuto do jogo, o time perdeu mais uma. Conseguiu a proeza em ter 5, 6x mais chances que o adversário e não fazer um gol sequer e ainda levar um gol de bola parada, na falha do goleiro.
A Torcida Esquadrão Grená passou a ser a torcida organizada oficial da Desportiva, há 2 anos aproximadamente e desde então vem dando provas de amor e dedicação à um clube de futebol no Espírito Santo. Quantas e quantas excursões até agora pra ver o time jogar. Aracruz, Marilândia, Jaguaré, Rio Bananal, Pinheiros, Linhares...etc... E não viajamos porque somos vagabundos ou algo assim, acompanhamos o time pois amamos ele e sempre iremos apoiar os jogadores em busca de nossas vitórias.
A Esquadrão Grená vem apoiando incondicionalmente a Desportiva, seja lá onde for. Mas diante de tantos resultados negativos, de tantos gols perdidos e de tantas falhas da zaga e do goleiro, fica a pergunta: Será que não está na hora de pressionarmos? Será que o tão famoso “ou joga por amor ou joga por terror” funciona melhor? Não queremos mudar os gritos de apoio para gritos de protesto e ameaças. Não queremos que a boa relação entre Time – Torcida seja arranhada por uma não classificação.
Esse campeonato não é difícil. O nível entre os times é bem parecido, então é hora da Desportiva ser mais unida, jogar melhor e alcançar melhores resultados, pois a Esquadrão Grená e toda a nação Grená acredita e confia no time e irá, até a chance final, apoiar, mas queremos mais empenho, queremos que as chances de gols sejam gols, queremos uma zaga melhor e mais eficiente. Chega de tratar nossos adversários como time perigoso. Perigoso é a Desportiva, como sempre foi vista, nos últimos 20 anos no Espírito Santo.
Jogadores Grenás, apoiamos vocês até o fim, mas façam esse apoio valer a pena. A TORCIDA GRENÁ EXIGE A CLASSIFICAÇÃO PRAS SEMI FINAIS DO ESTADUAL.
CONTINUAREMOS A SER O 12º JOGADOR EM CAMPO. MAS PRECISAMOS QUE OS OUTROS 11 SEJAM HOMENS.
Torcida Esquadrão Grená ” Pra frente Desportiva time do meu coração, pra frente Desportiva tradição de campeão. ”
Escrito por Miquimba às 14h45
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